terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Teoria da cor aplicada aos sistemas digitais

   O conceito de cor está associado à percepção, pelo sistema de visão do ser humano, da luz emitida, difundida ou reflectida pelos objectos, sendo considerada um atributo dos mesmo.
   A cor de um objecto depende das características das fontes de luz que o iluminam, da reflexão da luz produzida pela sua superfície e, por último, das características sensoriais do sistema de visão humano, os olhos, ou de câmaras digitais.
   A não existência de luz implica que nada se veja e, portanto, significa a não existência de cor. 

   A luz contém uma variedade de ondas electromagnéticas com diferentes comprimentos de onda. O sistema de visão do ser humano apenas consegue detectar uma onda electromagnética  se o seu comprimento pertencer ao intervalo de 380 a 780 nm. Estes diferentes comprimentos de onda constituem o espectro de luz visível do ser humano:





   A interpretação das cores é feita pelo cérebro humano depois de a luz atravessar a íris e ser projectada na retina. 
   Desta forma, os olhos são os sensores de toda a visão e esta pode ser do tipo escotópica e fotópica.


  • A visão escotópica é assegurada por um único tipo de bastonetes existentes na retina. Estes são sensíveis ao brilho e não detectam a cor. Isto quer dizer que são sensíveis a alterações da luminosidade, mas não aos comprimentos de onda da luz visível.
  • A visão fotópica é assegurada por um conjunto de três tipos diferentes de cones existentes na retina. Estes são sensíveis à cor e, portanto, aos comprimentos de onda da luz visível. O número de cones da retina distribuem-se da seguinte forma: 64% são do tipo vermelho (Red), 32% são do tipo verde (Green) e 2% são do tipo azul (Blue).


Nota: Como os bastonetes e os cones constituem dois tipos de sensores diferentes que apreendem a intensidade da luz e as diferenças de cor, é usual associá-los, respectivamente, aos conceitos de luminância e crominância. Estes conceitos estão, por sua vez, relacionados com as diferentes formas de representar as cores.


Fonte: Manual de APIb 12º ano (Adaptado)

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Sistemas de ficheiros dos discos ópticos

   Os discos ópticos assumem diversos formatos para o armazenamento de diferentes tipos de informação digital. Estes formatos dos CD e dos DVD são descritos em documentos denominados livros e constituem normas internacionais.

   Em relação aos CD, os livros são identificados pela cor da capa:
  • Red Book (1982): Especificação física para o disco óptico CD e em particular para o CD-DA. Constitui uma norma internacional designada por ISO/IEC 60908. Foi reformulada de forma a incluir o CD-Graphics e CD-Text.
  • Yellow Book (1984): Especificação do CD-ROM e da sua extensão CD-ROM XA. Constitui uma norma internacional designada por ISO/IEC 10149.
  • Green Book (1988): Especificação para o CD-i (CD-interactive), que esteve na origem do desenvolvimento de aplicações interactivas para o DVD Video.
  • Orange Book (1990): Especificações para os CD graváveis e regraváveis em multissessão.
  • White Book (1993): Especificação para o Video CD que é compatível com a norma ISO 9660. Foi expandida de forma a incluir os discos Super Video CD.
  • Blue Book (1996): Especificação para Enhanced CD.
   
   Em relação aos DVD, os livros são identificados por uma letra maiúscula e designam-se por A, B, C, D, E e F.

(Livro Formato Sistema de ficheiros)
A DVD-ROM UDF ou ISO 9660
B DVD Video UDF
C -» DVD Audio UDF
D DVD-R UDF ou ISO 9660
E -» DVD-RAM UDF ou ISO 9660
F -» DVD-RW UDF ou ISO 9660

Nota: Para cada formato o livro descreve o processo físico de gravação, a organização lógica dos ficheiros e outras especificações.

   Sistemas de ficheiros:

  • ISO 9660: Esta norma estabelece um conjunto de especificações relacionadas com a organização lógica dos dados de um CD e permite a criação de um sistema de ficheiros hierárquico, capaz de proporcionar a organização da informação contida num CD e ficheiros e directórios.O sistema de ficheiros concebido através das especificações desta norma visa funcionar da forma mais compatível possível com todos os sistemas operativos. Desta forma, por exemplo, um CD com o sistema de ficheiros ISO 9660 pode ser lido em qualquer sistema operativo. Este sistema de ficheiros desenvolveu-se em três níveis:
    • Nível 1: Permite utilizar no máximo  caracteres para o nome dos ficheiros e directórios e 3 caracteres para a extensão dos ficheiros. Os caracteres permitidos são A-Z, 0-9 e o carácter underscore (_). Os ficheiros não podem ser fragmentados, ou seja, têm de ser gravados num conjunto contínuo de bytes. A estrutura dos directórios apenas se pode desenvolver ao longo de 8 níveis, incluindo o directório-raiz;
    • Nível 2: Permite utilizar no máximo 31 caracteres para o nome dos ficheiros e directórios. Os ficheiros não podem ser fragmentados, ou seja, têm de ser gravados num conjunto contínuo de bytes. Podem ser lidos pelo DOS, Windows 3.1 e pelas versões do Windows superiores à 95. Neste nível, a leitura dos nomes longos apresenta alguns problemas;
    • Nível 3: Não há restrições nos nomes dos ficheiros e dos directórios.
  • Extensão Joliet: Esta extensão foi desenvolvida para ultrapassar as limitações da norma ISO 9660...
  • Extensão Rock Ridge:...
  • Extensão El Torito:...
  • ISO 13346:...
  • UDF:...
  • Mount-rainier:...

      VUVOX

      sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

      Recursos necessários II

         Dispositivos de armazenamento

        Os dispositivos de armazenamento permitem guardar dados de forma permanente ou semipermanente. Estes dispositivos, de acordo com a tecnologia utilizada na leitura e escrita dos seus dados, podem ser classificados em magnéticos, semicondutores e ópticos.

      Magnéticos:

      Discos rígidos: São designados por discos rígidos por serem constituídos por material metálico e utilizam a electromagnetização das partículas para a gravação e a leitura dos dados. Estes dispositivos permitem armazenar grandes quantidades de informação, que depois é acedida aleatoriamente.

      Bandas magnéticas: Utilizam a electromagnetização das partículas de uma fita magnética para a gravação e a leitura dos dados, realizadas de forma sequencial. São o suporte mais económico de armazenamento de grandes quantidades de dados.



      Semicondutores:

      Cartões de memória: Servem para armazenar dados como texto, fotos, vídeos e músicas. São usados em diferentes tipos de dispositivos de hardware como, por exemplo, câmaras fotográficas digitais, telemóveis e leitores de MP3 e MP4.

      Pen drives: Servem para armazenar dados e ligam-se ao computador através de uma porta USB, constituindo um meio prático para o transporte de dados.



      Ópticos:

         Os dispositivos de armazenamento ópticos são dispositivos em que a leitura e a gravação dos dados são realizadas por processos ópticos, ou seja, através da utilização da tecnologia laser.

        CD (Compact Disk):



      1) Para gravação:
      • CD-R (Compact Disk-Recordable): Permite gravar dados apenas uma vez e têm uma capacidade de gravação de 650 MB ou 700 MB.
      • CD-RW (Compact Disk-Rewritable): Permite a gravação e a reagravação dos dados e têm uma capacidade de 650 MB ou 700 MB.
      • Mini-CD: Têm um diâmetro de 8 cm ao contrário dos CD, cujo diâmetro é de 12 cm. Podem ser em formato R ou RW e têm uma capacidade de 180 MB.

        2) Formatos: 

              Áudio
        • CD-Digital Audio (CD-DA): Surgiu em 1982 e foi o primeiro formato de CD indicado para a gravação de áudio devido à qualidade superior do audiodigital, por ter um tamanho reduzido quando comparado aos discos de vinil (12 cm de diâmtro) e por ter uma capacidade para 74 minutos de música. 
        • CD-Text: É utilizado para armazenar nos CD texto e áudio. Este texto pode consistir em informação relacionada com os títulos e os intérpretes das músicas.
        • Enhanced Music CD: Permite criar CD com áudio e dados segundo uma nova concepção. Neste formato as pistas de áudio vão ser gravadas no início do CD e as pistas de dados no fim. Estes discos são os mais indicados como suporte multimédia do que os discos CD-DA, que apenas suportam áudio.
        • Super Audio CD (SACD): Este formato reúne boas características de um padrão de som digital, porque aperfeiçoa a frequência de amostragem e o nível de quantização do sinal, melhorando a gravação e a reprodução dos sinais digitais. Para além da qualidade sonora, também a quantidade de informação aumentou em relação aos outros CD.
              
              Vídeos e dados
        • CD-ROM XA: Permite a intercalação de dados áudio, texto e imagem num disco óptico multimédia. Os leitores deste formato podem ser utilizados como periféricos do computador.
        • Photo-CD: Este formato constitui a base para a criação de um suporte alternativo às fotografias e aos slides convencionais, tornando possível o seu armazenamento no formato digital em discos CD-R. Os CD com este formato podem ser lidos em unidades de leitura Photo-CD e visualizados na televisão ou em unidades de leitura CD-ROM, CD-ROM XA e visualizados no monitor do computador.
        • Video CD (VCD): Foi criado em 1993, de forma a permitir armazenar filmes que pudessem posteriormente ser reproduzidos em computador. Este formato de CD é na realidade do tipo CD-ROM XA e pode comportar 74 minutos de áudio e de vídeo digitais, utilizando a compressão MPEG-1*.  
        • Super Video CD (SVCD): Foi concebido para ser o sucessor tecnológico do formato Video CD, no entanto, ao nível técnico está mais próximo do DVD do que do CD. Os CD gravados com este formato contêm sequências de vídeo MPEG-2* e, utilizando a qualidade mais elevada, podem conter cerca de 35 minutos de filme num disco-padrão com 74 minutos de capacidade de armazenamento. 
          *É um padrão de codificação para vídeo digital e áudio associado.
            • CD Multissessão: Este formato tornou possível superar os inconvenientes do formato Disc At Once utilizado inicialmente pelos CD-R. Com este formato, os CD passaram a poder ser gravados em várias sessões e em momentos definidos pelos utilizadores, até o disco ficar preenchido.Em cada sessão de gravação, a tabela de conteúdo do CD é actualizada para incluir as novas informações. Para que um CD Multissessão seja tratado pelo computador como uma unidade semelhante a uma das unidades internas, é necessário que o leitor de CD seja do tipo multissessão. Caso contrário, somente os dados gravados na primeira sessão de gravação serão vistos e todos os demais serão ignorados.


              DVD (Digital Versatile Disk)




            1) Para gravação:

            • DVD-R, +R (Digital Versatile Disk- Recordable): Permite gravar dados apenas uma vez. Estes podem ter várias capacidades, variando de 4,7 GB a 17 GB.
            • DVD-RW, +RW (Digital Versatile Disk-Rewritable): Permite gravar e regravar dados e podem ser utilizados para fazer cópias de segurança dos dados em computadores pessoais. Estes também podem ter várias capacidades, variando de 4,7 GB a 17 GB.
            • DVD-RAM: Permite a gravação e regravação de dados de forma semelhante aos DVD-RW, mas mais rapidamente do que estes. Estes DVD têm o disco protegido por uma estrutura de plástico semelhante às utilizadas nas disquetes. Os primeiros discos DVD-RAM têm capacidades de 2,6 GB ou 5,2 GB. Os discos DVD-RAM, versão 2, têm capacidades de 4,7 GB ou 9,4 GB. 
            • Mini-DVD: Têm um diâmetro de 8 cm ao contrário dos DVD, cujo diâmetro é de 12 cm. Existem em dois formatos principais, Single Layer Single Side e Dual Layer Single Side, com capacidades de aproximadamente 40 minutos de filme (1,46 GB) e de aproximadamente 75 minutos de filme (2,66 GB), respectivamente.

            2) Formatos:
                   
                  Áudio
            • DVD Audio: Surgiu em 2000 e é semelhante ao CD Audio, mas em DVD. Este formato proporcionou à indústria discográfica um novo impulso de desenvolvimento, permitindo armazenar áudio com alta qualidade, e, devido à sua grande capacidade de armazenamento, incluir, além de música, informações adicionais, tais como biografias dos artistas, letras das músicas e videoclips. Podem ser reproduzidos num leitor de DVD Audio ou de DVD Video.
                   
                  Vídeos e dados
            • DVD Video: Este formato surgiu nos Estados Unidos em 1997 e tornou-se um formato bem-sucedido. É o mais indicado para o armazenamento de filmes completos de longa-metragem com alta qualidade de vídeo e audio surround. Proporciona alguma interactividade ao permitir que os utilizadores mudem entre cenas através de menus, visualizem cenas de diferentes ângulos e seleccionem diferentes desfechos para o filme. Este formato possibilita a utilização de DVD de duas camadas para filmes mais longos, permitindo a reprodução contínua de um filme ou o armazenamento de um dilme com duas versões.
              • DVD-ROM: Este surgiu para substituir o formato CD-ROM, tendo mais capacidade de armazenamento do que este e servindo de suporte aos formatos DVD Video e DVD Audio. Este formato é indicado para guardar diversas aplicações multimédia e jogos com mais realismo.
              • DVD hybrid: Este formato permite ter em cada um dos lados de um DVD um formato diferente como DVD-ROM de um lado e DVD-RAM do outro. Estes DVD permitem o seu funcionamento dos dois lados.
              • Blu-ray: É assim designado por utilizar uma tecnologia baseada num laser azul-violeta. Esta tecnologia utiliza um disco com 12 cm de diâmetro, tal como os CD e DVD comuns. Mas, por outro lado, utiliza um laser com um comprimento de onda menor do que o dos CD e DVD. Desta forma, aumenta a precisão e permite focar pontos mais pequenos e mais próximos na superfície do disco, conduzindo a um aumento na capacidade de armazenamento dos discos. Os CD e os DVD podem ser lidos nas unidades de leitura e escrita deste tipo de discos. Os discos neste formato podem ter a capacidade para armazenar 27 GB ou 54 GB, conforme tenham uma ou duas camadas de gravação.

              Fonte: Manual de APIb 12º ano (Adaptado)

                    quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

                    Recursos necessários

                       Para o desenvolvimento e a execução de conteúdos e aplicações multimédia, existe um conjunto de recursos de hardware, software e suportes de armazenamento de informação que podem contribuir, de acordo com as suas características e capacidades, para um acréscimo da sua qualidade. De seguida, são apresentados os principais recursos de hardware e suportes de armazenamento de informação.

                    Hardware

                       Dispositivos de entrada
                       
                       Os dispositivos de entrada permitem a comunicação no sentido do utilizador para o computador. Os principais dispositivos de entrada através dos quais o utilizador pode controlar ou mesmo interagir com a execução de aplicações multimédia são:
                    • Teclados;
                    • Dispositivos de apontar: ratos, touchpads, joysticks, trackballs;
                    • Scanners;
                    • Câmaras digitais;
                    • Microfones.
                      
                       Dispositivos de saída
                       
                       Os dispositivos de saída permitem a comunicação no sentido do computador para o utilizador. Os principais dispositivos de saída relacionados com a reprodução das aplicações multimédia são:
                    • Monitores;
                    • Placas gráficas;
                    • Impressoras;
                    • Projectores de vídeo;
                    • Plotters;
                    • Altifalantes;
                    • Auscultadores.
                     


                       Dispositivos de entrada/saída
                       
                       Os dispositivos de entrada/saída permitem a comunicação em ambos os sentidos, do computador para o utilizador e vice-versa. Os principais dispositivos de entrada/saída que permitem ao utilizador interagir com as aplicações multimédia são:
                    • Placas de som;
                    • Dispositivos de ligação a redes;
                    • Touchscreens;
                    • Placas de captura de TV.

                      Fonte: Manual de APIb 12º ano